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Review: The Walking Dead - 1ª temporada

Iniciamos aqui o review de uma das séries mais populares dos últimos tempos, iniciada em 2010 e atualmente na sua 10ª temporada (aparentemente, a 11ª será sua última). O drama pós-apocalíptico é baseado nos quadrinhos de Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard, que também serão abordados ao longo dos reviews. Lembrando que essa série de postagens não terão spoilers para aqueles que nunca assistiram.


A primeira temporada, desenvolvida por Frank Darabont (cineasta conhecido por dirigir adaptações de obras de Stephen King como O Nevoeiro, Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre), estreou em 31 de outubro de 2010 no canal americano AMC (02 de novembro do mesmo ano no Brasil).


Sua estreia foi assistida por 5.35 milhões de espectadores nos Estados Unidos, e chama a atenção não somente pela performance de Andrew Lincoln (no papel de Rick Grimes) e a direção de Frank Darabont, mas também pela violência gráfica e pelos efeitos especiais realistas (e bem grotescos) de Greg Nicotero.


Uma visão geral sobre a série:


O episódio piloto mostra o policial Rick Grimes, que durante uma abordagem é atingido por um tiro e fica em coma. Ele acorda em uma cama de hospital, aparentemente sozinho. Embora debilitado, ele consegue sair do quarto e se vê rodeado de cadáveres, alguns bem mortos, porém outros ainda “ativos”, por assim dizer. Logo ele consegue sair do hospital e encontra sobreviventes pela primeira vez perto da sua antiga residência, Morgan (Lennie James) e seu filho Duane (Adrian Kali Turner). Uma vez que a situação caótica é explicada, Rick expressa o desejo de partir em direção a Atlanta em busca de sua família, sua esposa Lori (Sarah Wayne Callies) e seu filho Carl (Chandler Riggs).


Nos episódios seguintes, cheios de encontros e desencontros, conhecemos outros grupos de sobreviventes. Já em Atlanta, Rick se depara com Glenn (Steven Yeun), um jovem que por ter trabalhado como entregador de pizza, conhece todos os cantos da cidade e o levará de encontro a outros integrantes do grupo, e posteriormente ao acampamento. O destino de Lori e Carl, assim como o antigo parceiro policial de Rick, Shane (Jon Bernthal), também é revelado.


É nesta temporada que conhecemos alguns personagens que nos acompanharão (ou não) por diversos episódios: a estourada porém zelosa Andrea ( Laurie Holden) e sua irmã, a jovem e doce Amy (Emma Bell); a mãe e esposa submissa Carol (Melissa McBride) e seu marido abusivo Ed (Adam Minarovich); e o carismático aposentado Dale (Jeffrey DeMunn) e seu fiel chapéu de pescador.


Como mencionado anteriormente, a série tem bastante gore (não recomendo assistir durante as refeições), os produtores certamente não economizaram nas tripas e sangue. E embora seja classificada como uma produção de drama e horror, há também ação e momentos cômicos. Os personagens são realistas, antes de acontecer todo o caos eles eram pessoas comuns, uma advogada, um entregador de pizza, um mecânico… Isso ajuda o espectador a se ver naquelas situações de calamidade e imaginar o que faria no lugar deles.


Foto promocional da 1ª temporada. Da esquerda para a direita: Amy (Emma Bell), Shane (Jon Bernthal), Glenn (Steve Yeun), Carl (Chandler Riggs), Lori (Sarah Wayne Callies), Rick (Andrew Lincoln), Dale (Jeffrey DeMunn) e Andrea (Laurie Holden).

A primeira temporada tem apenas seis episódios (a segunda tem 13, e as subsequentes 16), e com exceção do episódio piloto que dura 1h e 7 minutos, os outros duram em média 45 minutos. The Walking Dead tem 9 temporadas disponíveis na Netflix, e essa primeira é digna de uma maratona em um final de semana.


Tá, mas e as HQs?


A edição inicial The Walking Dead foi inicialmente publicada em outubro de 2003, e em maio do ano seguinte foi publicado o primeiro volume, que conta com as seis primeiras edições. Cada volume corresponde a um arco na história, que foi finalizada em 2019, totalizando 193 edições em 32 volumes.


A primeira temporada segue basicamente a mesma história do primeiro volume das HQs: Days Gone Bye (também título do episódio piloto, no Brasil ficou “Dias Passados”), exceto pelo seu final que só vai acontecer na série futuramente. Há também um pouco do Volume 2: Miles Behind (“Caminhos Percorridos''), no que diz respeito ao que aconteceu com Lori logo após o início do apocalipse zumbi.



É inevitável querer traçar paralelos entre as obras, mesmo sabendo que uma série televisiva é bem diferente de uma HQ, já que as propostas são distintas e o público geralmente não é o mesmo. Então é de se esperar que existam contrastes entre as duas obras, sendo a mais marcante a introdução dos irmãos Dixon na série: Merle (Michael Rooker), um ex militar extremamente racista e com sérios problemas de comportamento, e Daryl (Norman Reedus), irmão mais novo de Merle com um temperamento quase tão problemático que o mais velho. Essa alteração é significativa pois os personagens não existem na HQ, e Daryl vai ganhando destaque conforme as temporadas vão avançando.


Nunca fui muito fã de quadrinhos, mas depois de acompanhar as cinco primeiras temporadas da série, resolvi dar uma chance às HQs e não me arrependi (cheguei a ler até o volume 21 na época). Se você é assinante do Kindle Unlimited e lê em inglês, vários volumes estão disponíveis para a leitura gratuitamente na Amazon. Se você curte histórias que se passam em um mundo pós apocalíptico, vale a pena demais.


Curiosidade: se você assistir a série dublada em português irá perceber que os zumbis são chamados de “zumbis” mesmo, porém o mesmo não acontece com o original em inglês, em que os zumbis são chamados de “walkers” (caminhantes). De acordo com Robert Kirkman, isso acontece porque no universo da HQ e da série, a cultura dos zumbis (uma realização de George A. Romero) nunca existiu. Os personagens estão em um universo em que A Noite dos Mortos Vivos (1968) ou Despertar dos Mortos (1978) nunca foram realizados. Por esse motivo, os personagens precisam criar as bases de seu conhecimento acerca dos mortos-vivos.



Lista de episódios:


  1. Days Gone Bye - Direção: Frank Darabont

  2. Guts - Direção: Michelle MacLaren

  3. Tell It To The Frogs - Direção: Gwyneth Horder-Payton

  4. Vatos - Direção: Johan Renck

  5. Wildfire - Direção: Ernest Dickerson



Fontes:

https://screenrant.com/walking-dead-walkers-not-zombies-reason/

https://www.imdb.com/title/tt1520211/episodes?season=1


Screencaps:

https://kissthemgoodbye.net/



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