• Mimi Zanetti

Terror da Indonésia: Fortuna Maldita (2018) + Boneca Maldita (2018)

O terror asiático vem se mostrado promissor nas últimas décadas, tendo várias versões ocidentais de seus filmes, e a crescente expansão da Netflix fez com que o serviço de streaming passasse a investir mais em seus originais, incluindo produções na Ásia.


O post de hoje traz dois filmes diretamente da Indonésia que estrearam neste segundo semestre de 2018: Fortuna Maldita e Boneca Maldita (haja criatividade nos títulos brasileiros!).


Fortuna Maldita (em seu título original Sebelum Iblis Menjemput, que pode ser traduzido em algo como “antes que o diabo te pegue”) é dirigido por Timo Tjahjanto, cineasta responsável pelo ótimo segmento "Safe Haven" no filme V/H/S 2 (2013), e pelo curta estranho e sangrento "L is for Libido" na antologia O ABC da Morte (2012).



Sinopse: Lesmana (Ray Sahetapy) realiza um ritual para enriquecimento, e anos depois, após sua rápida ascensão e queda, sua família se vê prestes a encarar o terror deixado pelo patriarca. Alfie (Chelsea Islan), é uma garota introvertida filha do primeiro casamento de Lesmana. Com a doença do pai, ela se vê obrigada a juntar-se a seus meio irmãos Maya (Pevita Pearce), Ben (Samo Rafael) e Nara (Hadijah Shahab), e sua madrasta Laksmi (Karina Suwandi). Na antiga casa de Lesmana, o grupo descobre segredos obscuros do passado.


O filme lembra bastante A Morte do Demônio (2013), remake de Evil Dead. Basicamente um grupo dentro de uma casa em um local remoto, cercada por uma floresta e habitada por demônios malvadões. Chelsea Islan e Pevita Pearce se mostram ótimas atrizes nesse filme cheio de possessões, e que não economiza no gore.



Algumas caracterizações são bem elaboradas, enquanto outras pecam pelo amadorismo. É um filme com boas cenas isoladas, porém excessivamente longo. Apesar dos altos e baixos, é um filme razoável que vale a pena conferir, e seu diretor é bem promissor. (Nota: 6/10)


Boneca Maldita (cujo título original é Sabrina), foi dirigido por Rocky Soraya.



Sinopse: Maira vive feliz com Aiden um fabricante de bonecas e dono de uma empresa de brinquedos, mas Vanya, sua filha adotiva e sobrinha de Aiden, ainda está lidando com a perda de sua mãe biológica. Depois que Vanya faz a brincadeira “Charlie Charlie” (a mesma que aparece no filme A Forca/The Gallows) para invocar sua falecida mãe, coisas estranhas começam a acontecer. Maira é aterrorizada pela boneca Sabrina.


De acordo com a sinopse acima (adaptada do site Filmow) parece que estamos prestes a assistir um filme sobre uma boneca possuída, mas não é bem assim. A boneca assusta mais pela aparência do que pela maldade, ela se torna um agente secundário na trama.


Se alguém me dá uma boneca dessa, eu nunca mais falo com a pessoa.

Como Annabelle (do filme homônimo de 2014), a boneca parece ter vida própria e serve como um vetor demoníaco, antes que este possa possuir um corpo humano. Demônios, pessoas possuídas e exorcistas deste filme, apesar de não pertencerem à cultura cristã, se parecem muito com os elementos religiosos ocidentais.


O filme chega a ter quase duas horas, e somente após quase a primeira hora que temos uma cena realmente memorável. O ritmo é arrastado e cheio de furos, eu cheguei a ficar impaciente para que acabasse logo, além da maquiagem dos possuídos ser realmente medonha (não sentido assustador da coisa). Na dúvida, fique com a Annabelle. (Nota: 2/10)


Miga, cê tá bem?

As imagens acimas foram tiradas dos trailers oficiais dos filmes. Confira: