• Mimi Zanetti

Achados e Perdidos - Stephen King (resenha)

Achados e Perdidos é o segundo livro da trilogia do detetive Bill Hodges, escrito por Stephen King. Nesta obra, Bill Hodges passa de protagonista para um papel secundário, tomando o seu lugar o jovem Peter Saubers, cujo pai foi umas vítimas (não fatais) no incidente com o assassino conhecido como Mr. Mercedes. O lugar do antagonista é tomado pelo criminoso Morris Bellamy. Os dois são os personagens mais bem construídos, e têm em comum o gosto pela literatura.



A primeira parte da narrativa intercala dois períodos de tempo diferentes: 1978, com o assassinato do consagrado escritor John Rothstein, e o roubo de centenas de seus manuscritos inéditos; e 2010, com a descoberta do tesouro inimaginável pelo garoto Saubers.


“Aquele homem o matou por causa de uma crença própria: a de que a escrita era mais importante do que o escritor.”


As duas histórias se encontram na segunda parte do livro, agora com participação de Hodges, Jerome e Holly. A introdução do patético trio faz com que a trama, que antes despertava grande interesse, se torne um pouco arrastada.


O final é apressado porém deixa um belo gancho para o próximo livro que fecha a trilogia, O Último Turno, indicando que o deste deverá ser de natureza sobrenatural, retomando o estilo que consagrou King.


O mais interessante desta obra é a forma metalinguística que trata a literatura. É um livro sobre livros, e como uma ficção é capaz de mudar a vida de uma pessoa. Não é o melhor thriller de Stephen King, mas vale totalmente a sua leitura.


Sobre o livro:

Capa comum: 352 páginas Editora: Suma de Letras

Edição: 1 (1 de julho de 2016) Idioma: Português


Leia aqui a resenha do primeiro volume da trilogia, Mr. Mercedes, e da adaptação em forma de série.

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