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Review: Arquivo X - 7ª temporada

Depois de mais um hiato, voltamos com o review da 7ª temporada de Arquivo X. Se você não viu o review das temporadas anteriores, segue a lista:

Antes de iniciar, um breve resumo do último episódio da 6ª temporada, Biogênese:


Os agentes são designados para investigar o desaparecimento de um professor e recebem um decalque com as inscrições de um artefato encontrado na África. Em meio à investigação, eles encontram o corpo do professor, e descobrem que Albert Hosteen (aquele senhor navajo que apareceu em vários episódios de temporadas anteriores) estava ajudando-o na tradução do artefato.

Scully viaja para o Novo México para ter mais respostas e vê que Hosteen está morrendo de câncer. Mulder acredita que o artefato indica que os alienígenas foram os criadores dos seres humanos, e é afetado de tal forma que vai parar em um hospital psiquiátrico devido à sua intensa atividade cerebral. Cabe a Scully viajar para a África e prosseguir sozinha na investigação.


Vale lembrar que na época, o ator David Duchovny processou a Fox e resolveu sair da série, então essa é a última temporada (antes do revival) em que ele é um ator recorrente. Por esse motivo e pelo declínio no número de espectadores, essa seria a última temporada da série.


Então vamos ao review, lembrando que esse post não tem spoilers dessa temporada, mas claramente terá das anteriores.


Número de episódios: 22

Duração: 45 minutos

Início: 07 de novembro de 1999

Season finale: 21 de maio de 2000


Review completo de cada episódio:


Episódio 01 - The Sixth Extinction (A Sexta Extinção Parte 2): o primeiro episódio da temporada continua focado na mitologia da série. Scully viaja à África para investigar a nave de onde saiu o artefato, enquanto Mulder continua internado. Nessa temporada, que seria a última, vários personagens de episódios anteriores dão as caras novamente, e aqui temos a aparição de Michael Kritschgau, ex funcionário do Departamento de Defesa que fez revelações a Mulder sobre a conspiração governamental envolvendo alienígenas no season finale da 4ª temporada. Aqui temos um bom episódio com várias referências religiosas.


Episódio 02 - The Sixth Extinction II: Amor Fati (A Sexta Extinção Parte 3): esse episódio foi escrito pelo David Duchovny junto com Chris Carter, e traz algumas revelações sobre a mitologia. Mais personagens voltam a aparecer, e aqui temos aparição do Garganta Profunda (informante de Mulder na 1ª temporada) e Albert Hosteen, aquele senhor navajo que apareceu pela primeira vez no season finale da 2ª temporada). Ótimo episódio.


Episódio 03 - Hungry (Faminto): e chegamos ao primeiro Monstro da Semana com um episódio divertido contado a partir do ponto de vista do "monstro", um jovem com características peculiares e um apetite voraz por uma certa iguaria. Lembra um pouco o 3º episódio da 3ª temporada, aquele com o Jack Black. Participação especial de Mark Pellegrino (Lost, Lucifer).


Episódio 04 - Millennium (Milênio): este é um episódio diferente pois serve como final definitivo para a série Millennium, criada por Chris Carter que foi ao ar de 1996 a 1999. Mesmo se você nunca assistiu a série, não tem problema algum pois o episódio é auto explicativo (eu mesma não assisti, mas confesso que fiquei com vontade). Nele, conhecemos o Millennium Group, uma sociedade secreta que acredita que no ano 2000 haverá o apocalipse. Spoiler: o mundo não acaba e os fãs que passaram anos shippando Mulder e Scully têm uma grata surpresa ao fim deste bom episódio.


Episódio 05 - Rush (Investida): o que aconteceria de mal se alguns adolescentes perturbados descobrissem uma fonte de super poderes? Esta é a premissa de Rush, com jovens usando super velocidade e super força para cometerem super crimes. Um episódio razoável, consegue divertir.


Episódio 06 - The Goldberg Variation (Um Homem de Sorte): boa sorte nunca é demais, né? Mas no caso de Henry Weems (interpretado por William Garson, ator que já apareceu no episódio 07 da 3ª temporada, porém em outro personagem), sua sorte ao cair da cobertura de um prédio e simplesmente sair andando, acabou atraindo a atenção do FBI. É um episódio com tom cômico, bem divertido e que também conta com a participação de Shia LaBeouf bem novinho.

Curiosidade: o nome Goldberg do título original, é uma referência às máquinas de Rube Goldberg, cartunista e inventor norte americano que retratava máquinas de reação em cadeia em seus desenhos.


Episódio 07 - Orison (Reverendo Orison): lembram do vilão Donnie Pfaster (Nick Chinlund) do episódio Irresistível, o 13º da 2ª temporada? Aquele doidão que matava mulheres, tinha um fetiche por unhas e cabelos? Ele voltou, mas infelizmente em um dos piores episódios da temporada. Depois de cinco anos na cadeia, Pfaster escapa da prisão e os agentes vão ao seu encalço. Participação do ator Scott Wilson (o Hershel Greene de The Walking Dead) como Reverendo Orison, que ajudou o homem demoníaco escapar da prisão.


Episódio 08 - The Amazing Maleeni (O Incrível Maleeni): mais um Monstro da Semana com um tom mais cômico, em que o mágico Incrível Maleeni aparece decapitado após fazer uma apresentação em que gira sua cabeça a 360º. A natureza insólita da morte atrai os agentes para uma investigação cheia de mistério e ilusionismo. É um episódio divertido, estrelado por Ricky Jay, ator norte americano que também era mágico na vida real (ele faleceu em 2018).


Episódio 09 - Signs and Wonders (Sinais e Maravilhas): e agora, mais um episódio ruim dessa temporada (calma que o pior está por vir). O tema aqui é o fanatismo religioso... e tem cobras, muitas cobras... Apesar de algumas cenas realmente boas e todo o tom sobrenatural, a ideia não foi bem executada e é um dos pontos mais baixos dessa temporada.


Episódio 10 - Sein und Zeit (Libertação Parte 1): depois de um ponto baixo, agora vamos ao auge da temporada com dois episódios seguidos relacionados à mitologia da série. O caso de uma garotinha desaparecida atrai o agente Mulder e sua motivação pode ter um fundo pessoal, devido a sua eterna busca pela sua irmã Samantha. Tudo piora quando Mulder sofre um golpe duro em sua vida pessoal.


Episódio 11 - Closure (Libertação Parte 2): essa continuação lembra um pouco Paper Hearts (4ª temporada), e como foi dito antes que essa seria a última temporada de Arquivo X, os produtores resolveram explicar de vez o que realmente aconteceu com Samantha Mulder. É um episódio bem melancólico, que além de falar sobre a colonização alienígena tem um pouco do sobrenatural.


Episódio 12 - X-Cops (O Medo): o programa Cops estreou em 1986 e é um tipo de reality show em que equipes de filmagem acompanham atividades policiais pelas ruas dos Estados Unidos (aqui no Brasil temos o Polícia 24 Horas). Este episódio é um crossover entre as duas séries, mas claro, totalmente ficcional. Os agentes do FBI se juntam aos policiais de Los Angeles para investigar ataques de um suposto lobisomem. Devido ao seu formato diferente (até a abertura é a mesma de Cops), é um episódio interessante de ser assistido e tem seus momentos divertidos.


Episódio 13 - First Person Shooter (O Mundo Virtual): senhoras e senhores, chegamos ao pior episódio da temporada, e forte candidato ao pior da série inteira. Uma empresa de tecnologia desenvolveu um jogo de video game de tiro em primeira pessoa, até que um dos participantes morre na vida real, e a responsável pode ser uma personagem gostosona que incialmente não estava no jogo (interpretada por Krista Allen, que também trabalhou na série erótica Emanuelle) . Cabe aos caríssimos agentes do FBI descascar esse abacaxi com a ajuda dos mestres em tecnologia e consultores do jogo, os Pistoleiros Solitários. Apesar de um enredo ruim e extremamente brega, o episódio ganhou dois prêmios Emmy por mixagem de som e efeitos visuais, e a própria Gillian Anderson disse que se divertiu bastante com as filmagens e o equipamento.


Episódio 14 - Theef (A Perda): Um médico está em sua casa com a família depois de receber uma premiação, e no meio da noite encontra seu sogro enforcado com uma mensagem escrita em sangue na parede. O episódio gira em torno do ocultismo, tema muito bem trabalhado pela série ao longo das temporadas (destaque para "Die Hand Die Verletzt" da 2ª temporada e "Sanguinarium" da 4ª temporada), mas que dessa vez deixou a desejar. Tem bons efeitos visuais mas é mediano.


Episódio 15 - En Ami (A Salvação da Humanidade): este episódio relacionado à mitologia foi escrito pelo próprio William B. Davis, o ator que interpreta o Canceroso. Um garoto milagrosamente se cura de um câncer, e o Canceroso alega ter sido ele o responsável pela cura. Com isso, e devido à sua própria experiência no passado de ter sido curada de um câncer, Scully parte com ele em uma viagem em busca de respostas. É um episódio interessante, mas falha em dar as repostas que aparentemente propôs.


Episódio 16 - Chimera (Quimera): o desaparecimento de uma mulher, conhecida como uma boa mãe e esposa, leva Mulder a realizar sua investigação em uma comunidade aparentemente perfeita, mas que pode guardar segredos terríveis. Essa busca pelo "monstro" tem alguma semelhança com "Arcadia" (6ª temporada), mas não chega a ser tão bom. Aqui, Mulder é o protagonista e Scully aparece poucas vezes, com a personagem dando algum alívio cômico a este episódio. Um Monstro da Semana que cumpre bem o seu papel.


Episódio 17 - all things (Todas as Coisas): escrito e dirigido por Gillian Anderson, este episódio mostra um lado mais íntimo da Scully. Bem no começo, ele mostra Scully se vestindo e saindo do apartamento de Mulder, que está dormindo na cama, e fica a questão "será que rolou?". Depois da cena de abertura, o episódio volta alguns dias e mostra Scully encontrando um antigo professor com quem teve um caso no passado. Ver a personagem da forma delicada como foi retratada, e não apenas como a parceira de Mulder ou a mocinha colocada em perigo (a essa altura da série já deu pra ver a Scully sofrer bastante, né?), é um ponto super positivo, mas a execução não foi tão boa. O resultado é um episódio chatinho, com um pouco de misticismo e certa carga emocional. Mas a cena inicial é a que fica na cabeça, será que rolou ou não rolou?


Episódio 18 - Brand X (O Cigarro da Morte): agora sim um episódio digníssimo do bom e velho Arquivo X. Um dos executivos da grande empresa de cigarros Morley é colocado sob proteção policial ao anunciar que irá testemunhar contra seu antigo empregador, porém ele é encontrado morto, com o rosto "arrancado", dentro da casa completamente protegida por policiais. O antagonista é interpretado por Tobin Bell, o grande vilão da franquia Jogos Mortais.


Episódio 19 - Hollywood A.D. (Hollywood D.C.): um antigo amigo de Skinner é um produtor de Hollywood e deseja fazer um filme sobre o FBI, para isso ele acompanha a dupla de agentes no caso da tentativa de assassinato de um cardeal da Igreja Católica. O episódio foi escrito e dirigido por David Duchovny, e é uma das últimas oportunidades de ver a dupla em momentos de descontração, fazendo uma paródia deles mesmos. Participação especial de Téa Leoni (que na época era esposa de Duchovny) no papel da agente Scully, e do ator e comediante Garry Shandling, interpretando o agente Mulder.


Episódio 20 - Fight Club (Luta de Gêmeos): "prepare-se para encrenca, encrenca em dobro" pois esse Monstro da Semana mostra duas gêmeas que se odeiam (interpretadas pela atriz e comediante Kathy Griffin), e que quando se juntam trazem o caos e a desordem a tudo e todos ao seu redor. Em Kansas, dois jovens missionários batem à porta de uma mulher e são dispensados, algumas casas depois, ele são atendidos por outra mulher com a mesma aparência que a anterior. Nesse momento, os dois moços caem na porrada. Talvez o grande problema deste episódio tenha sido a atuação de Kathy Griffin, pois ela interpretou duas gêmeas exatamente iguais, a mesma aparência, os mesmos trejeitos, é difícil saber qual é qual. De qualquer forma, Chris Carter brinca com os personagens e seus "duplos", resultando em um episódio razoável porém divertido.


Episódio 21 - Je Souhaite (Três Desejos): e chegamos ao último Monstro da Semana desta temporada. Tudo começa quando o empregado de um depósito encontra uma gênia enrolada em um tapete, e tem direito a três desejos, que obviamente não serão bem utilizados. O episódio foi escrito e dirigido por Vince Gilligan, e sua ideia inicial era fazer algo mais sombrio, porém ele (felizmente) resolveu mudá-lo, deixando mais cômico. É um dos pontos altos da temporada, bem escrito, bem executado, e com um final de deixar o coração quentinho.


Episódio 22 - Requiem (Requiem): e por fim, o season finale, o último com Mulder como personagem recorrente (pelo menos até o revival). Tudo termina onde tudo começou. No primeiro episódio da primeira temporada, os agentes investigam uma série de abduções no Oregon, e agora, sete anos depois, eles voltam ao local onde supostamente houve a queda de uma nave. É a hora de reencontrar Billy Miles e Theresa Nemman, os abduzidos da primeira temporada. Marita Covarrubias e Alex Krycek também dão as caras neste episódio.

Da mesma forma como a série começou, abrindo o arco de Mulder e sua busca incessante pela vida extraterreste, o arco se fecha, e o gancho para a próxima temporada é uma amostra do quão diferentes as coisas vão ficar.


Nota geral: 7,0/10

Melhores episódios: 02, 03, 07, 10, 11, 21

Piores episódios: 07, 09, 13, 14, 17

Episódios relacionados à mitologia: 01,02, 10, 15, 22

“Monstros da Semana”: 03, 05, 06, 07, 08, 09, 12, 13, 14, 16, 18, 19, 20, 21



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