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Joyland - Stephen King (resenha)

“As pessoas pensam que o primeiro amor é fofo. Você já deve ter ouvido mil músicas pop e country que comprovam isso; sempre algum tolo de coração partido. No entanto essa primeira mágoa é sempre a mais dolorosa, a que demora mais para cicatrizar e a que deixa a cicatriz mais visível. O que há de fofo nisso?”



Finalizando o desafio do #Terrorama2019, eis a resenha do livro Joyland de Stephen King. A história começa em 1973, o ano em que o universitário Devin Jones aproveita suas férias de verão para trabalhar em um parque de diversões chamado Joyland, enquanto sua namorada, e eventual motivo de seu coração partido, passa o tempo em outro estado.


Mas a mulher que realmente muda a vida de Devin é Linda Gray, uma garota assassinada anos atrás no parque onde trabalha, e cujo fantasma ainda assombra funcionários da atração onde perdeu sua vida. Um novo trabalho, novos amigos, e um grande mistério a ser resolvido na vida do jovem.


O fantasma em si é um mero coadjuvante de toda a história, que é contada por um Devin Jones quarenta anos mais velho, agora mais maduro e capaz de pleno entendimento de todos os acontecimentos daquele ano em sua vida.


Eu tinha uma grande expectativa ao ler esse livro, e realmente é um dos mais bem escritos do Stephen King, uma verdadeira aula de como montar um enredo. Porém é simplista demais, não há clímax, não há reviravoltas. Entretanto, existe uma delicadeza muito grande de King ao descrever a natureza humana, o que faz com que mereça todos os méritos na escrita desse livro básico, despretensioso e melancólico.