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O Cérebro Assassino - Curt Siodmak (resenha)

Recentemente postei sobre o livro Dança Macabra de Stephen King, uma obra recheada de indicações literárias e cinematográficas, e uma delas é esta ficção científica publicada pela primeira vez em 1942, escrita pelo autor alemão Curt Siodmak.


A história é contada através dos registros no diário do Doutor Patrick Cory, um médico que se aproveita de um acidente aéreo para roubar o cérebro de um dos passageiros, o milionário Donovan, e continuar com suas pesquisas sobre esse órgão tão complexo.



O experimento de Cory consiste em fazer com que o cérebro sobreviva sem um corpo. Com o passar do tempo, o cérebro roubado não só continua ativo como se torna capaz de se comunicar telepaticamente.


"Mas o espírito de Donovan não estava mais limitado por nossas fronteiras concretas. Se bem que ainda ligado à noção de espaço ele não tinha mais a noção habitual de tempo. Parecia conhecer o futuro da mesma maneira que nós lembramos do passado."


O livro é curto (156 páginas) e tem uma narrativa fluida, a leitura chega a ser nostálgica por trazer uma história simples e datada. Existe apenas uma versão brasileira da obra, publicada em 1969 pela Editora José Olympio, mas que pode ser facilmente encontrada em sebos (comprei meu exemplar no Sebo do Messias por 10 reais).


O Cérebro Assassino (Donovan's Brain no título original) foi adaptado para as telas do cinema três vezes: A Dama e o Monstro (The Lady and the Monster - 1944), Experiência Diabólica (Donovan's Brain - 1953) e The Brain (1962).