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Entrevista Warley Marins + O Chamado da Escuridão Ecoa no Coração do Patriota (resenha do conto)

Meu primeiro contato com o trabalho do autor Warley Marins foi com o livro O Chamado da Escuridão, e esse ano tive o prazer em receber seu mais novo conto: O Chamado da Escuridão Ecoa no Coração do Patriota.



Escrita nos moldes das antigas revistas pulp, a história é narrada em primeira pessoa por um espião britânico infiltrado na Alemanha nazista durante a 2ª Guerra Mundial. Conforme nosso protagonista vai explorando os segredos do inimigo, ele vai se envolvendo uma teia de mistérios que poderá mudar sua vida para sempre.


Sabe-se que havia muito misticismo e ocultismo entre os nazistas, e esse é o tema explorado nesse conto. Por exemplo, há uma interessante menção ao Die Glocke, o suposto artefato em forma de sino, uma possível arma secreta ou dispositivo para fazer viagens no tempo.


A escrita de Warley é bastante rebuscada, e não menos elaboradas são suas obras. O Chamado da Escuridão Ecoa no Coração do Patriota não é de leitura rápida e simples, ele cria toda uma atmosfera em cenários e vocabulário para que o leitor realmente se sinta naquela época e situações retratadas.


Conheça um pouco mais o autor nessa breve entrevista:



CDP: Começando com a pergunta clichê: quais são seus autores preferidos e quais te inspiram a escrever?


WM: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade de falar um pouco de literatura neste blog incrível, que acompanho há bastante tempo e que sempre brinda seus leitores com belas matérias e ótimas traduções. Eu tenho uma lista de influências muito extensa. Os autores que mais leio e que mais me inspiram são autores do século 19 e autores da Era Pulp, da primeira metade do século 20.

Alguns desses autores são: Sir Arthur Conan Doyle, Mary Shelley, Sheridan Le Fanu, Robert Louis Stevenson, Oscar Wilde, Arthur Machen, Bram Stoker, M.R. James, Lord Dunsany, Algernon Blackwood, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Edgar Allan Poe, Robert E. Howard e H.P. Lovecraft.


CPD: Quando você começou a escrever e decidiu que queria se tornar um escritor?


WM: Desde que aprendi a ler, nos primeiros anos de infância, eu tinha consciência de que iria tornar-me escritor. Comecei a escrever aos 13 anos.



CDP: A linguagem que você usa nas suas obras é bastante erudita, você adotou isso como uma marca pessoal ou pretende mudar em futuras obras?


WM: Adotei a linguagem que uso como marca pessoal, porque ela se tornou a minha voz literária. Não tenho pretensão de mudar o meu modo de escrever em futuras obras, contudo isso não é uma regra, embora eu ache difícil, pode ser que em algum momento eu mude.



CDP: O que você tem lido na literatura brasileira? Tem mais autores para nos indicar?


WM: Há muitos autores incríveis em nossa literatura. Leio muito Machado de Assis, ele é uma grande influência, como dito anteriormente. Outro autor que gosto bastante é Carlos Drummond de Andrade. Admiro muito R.F. Lucchetti e Duda Falcão. Indico todos eles.



CDP: A literatura nacional tem ganhado cada vez mais espaço, sendo cada vez mais difundida através das atuais tecnologias, porém sabemos que isso está longe do ideal e que ela ainda não chega a todos. Qual a maior dificuldade que você tem enfrentado como autor brasileiro?


WM: A maior dificuldade que tenho enfrentado como autor é a falta de profissionalismo na área. O cenário ainda é muito amador, infelizmente.



CDP: Você tem algum projeto no forno? Conta para a gente o que podemos esperar quanto a publicações futuras.


WM: Tenho sim. Estou escrevendo uma série de histórias com o mesmo personagem. Podem esperar muita aventura, fantasia, ficção científica, suspense e terror ao estilo de narrativa que empreguei em minhas duas primeiras obras.



Você pode adquirir as obras do Warley através dos seguintes sites:


Amazon: O Chamado da Escuridão e O Chamado da Escuridão Ecoa no Coração do Patriota


Editora Viseu: O Chamado da Escuridão e O Chamado da Escuridão Ecoa no Coração do Patriota